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 Ariovaldo Izac
  Jornalista

Reminiscências
 

Convocações questionáveis à Seleção

Um site inglês elencou 12 jogadores que julgou não merecer vestir a camisa da Seleção Brasileira, mas vestiram: Afonso Alves, Leomar, Amaral (ex-Palmeiras e Corinthians), Edílson, Kleberson, Sávio, Ricardinho, Doriva, Zé Maria, Roque Júnior, Vampeta e Serginho Chulapa.

Evidente que há exagero e injustiça, e o site não detalha sobre qual Zé Maria se refere: o super Zé, do Corinthians, ou o Zé Maria revelado pela Portuguesa, que jogou no Parma e Inter de Milão, na Itália.

Como este espaço é destinado à “velharada”, foquemos apenas nela, acrescentando na relação os laterais-direitos Zé Carlos, Fidélis e Perivaldo, ex-jogadores de São Paulo, Bangu e Botafogo (RJ) respectivamente; o zagueiro Ronaldão (São Paulo), volante Denílson (Fluminense) e atacante César Maluco (Palmeiras), também questionados.

Em relação a Amaral, que vai completar 37 anos de idade, joga no Catanduvense, equipe da segunda divisão paulista. Na melhor fase da carreira foi um volante “carrapato”, indicado para individualizar marcação sobre o organizador do time adversário. Embora limitado, jogou no Palmeiras, Corinthians e passou pelo futebol japonês. Acreditem: atuou 31 vezes pela Seleção. Estilo bem semelhante foi o de Denílson na década de 60, praticamente precursor da função de cabeça-de-área.

A maioria dos treinadores do selecionado não escondeu preferência por laterais-direitos “correria”. Foi assim com Fidélis, o Touro Sentado, que integrou o grupo naquele fiasco do Mundial de 1966, na Inglaterra; Perivaldo, que vestiu a camisa amarelinha em 1981; e Zé Carlos, reconhecidamente um equívoco. Bastaram fartos elogios da imprensa paulistana, quando jogava no São Paulo, para que o técnico Zagallo o convocasse à Copa de 1998, na França. E com Cafu de fora da partida contra a Holanda, na semifinal, ele acabou escalado e não comprometeu.

Zé Maria do Corinthians jogou na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha; o outro Zé Maria, que parou de jogar em 2008, aos 36 anos, dividia opiniões quando disputou a Copa das Confederações de 2001, período em que Gustavo Nery (São Paulo) e Leomar (Botafogo) estavam no selecionado, igualmente questionados.

Muitos torceram o nariz quando de última hora o zagueiro Ronaldão foi chamado para o Mundial de 1994. Quatro anos depois, a maioria estranhou a convocação do volante Doriva para a Copa da França. Ele jogou bola por mais dez anos, e só parou porque foi reprovado em exame cardiológico de rotina. Quando a Ronaldão, depois de jogar em São Paulo, Flamengo, Santos, Ponte Preta e Shimizu do Japão ainda espera se fixar na função de gerente de futebol em clubes.

Apesar de contestações, o zagueiro Roque Júnior foi titular da Seleção com o técnico Luiz Felipe Scolari na Copa de 2002 no Japão e Coréia do Sul, e voltou ao país como pentacampeão mundial. Cesar Maluco jamais foi unanimidade. Apesar disso esteve na relação dos 22 convocados à Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.  Evidentemente que outros nomes foram questionados na Seleção. O assunto não foi esgotado.

Ariovaldo Izac
ariovaldo-izac@ig.com.br        

(Ariovaldo Izac escreve esta coluna às Segundas)      

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