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 Ariovaldo Izac
  Jornalista

Reminiscências
 

Luis Carlos Winck

Jogador de futebol e inteligente não significa que necessariamente terá sucesso na carreira de treinador. E um blues claros exemplos é o ex-lateral-direito Luis Carlos Winck que conciliava vigor físico e técnica. tinha pulmão para chegar a sistematicamente ao ataque, boa visão para vislumbrar um companheiro em condições de completar a jogadas e pegava bem na bola nos cruzamentos.

O claro que o conjunto dessas virtudes resultaria inevitavelmente em convocações à Seleção Brasileira e, não fosse uma fratura na perna em 1990, Winck teria disputado a Copa do Mundo da Itália. Se servir de consolo, restou o histórico de 17 partidas pelo selecionado, com participação na Copa América de 1993 no Equador, edição em que o Brasil foi eliminado na fase quartas-de-final no confronto com a Argentina. Após empate em 1 a 1 no tempo normal, e o time perdeu por 6 a 5 nas cobranças de pênaltis. Os argentinos conquistaram o título daquela competição após vitória por 2 a 1 sobre o México, na final.

Luiz Carlos Coelho Winck, gaúcho de Portal, completou 46 anos de idade em janeiro passado, e se profissionalizou no Internacional de Porto Alegre com 17 anos de idade, e se acostumou com conquistas de títulos regionais. Foram seis só no Colorado até 1989, ano em que se transferiu para o Vasco e comemorou o título do Campeonato Brasileiro na vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, no dia 16 de dezembro, gol de Sorato, no Estádio do Morumbi, que recebeu um público de 71.552 pagantes. O time vascaíno jogou com Acácio; Luiz Carlos Vinck, Quiñones, Marco Aurélio e Mazinho; Zé do Carmo, Boiadeiro e Bismarck; Sorato, Bebeto e William.

A partir de 1993 Winck começou a vida de cigano na bola, rodando por vários clubes, entre eles mais duas passagens por Porto Alegre: Inter e Grêmio. Atlético de Minas Gerais, o Botafogo e flamengo e encerrou a carreira em 1996 do São José do Rio Grande do Sul. A rigor, foi lá, incontinenti, que iniciou a carreira de treinador. Projetou que após aprendizagem de quatro anos no mesmo clube pudesse alcançar vôos mais altos, mas ainda não atingiu a dimensão prevista.

Obstinado, aguarda a tão preciosa chance num clube de porte médio na região Sudeste e Sul do País, porém por hora segue no comando de clubes de menor expressão nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte do País.

Atualmente dirige o São Raimundo, trabalhou no Sampaio Correa, no Maranhão, River do Piauí, no futebol amazonenses é Operário de Cuiabá, MT.

Por duas ocasiões Vinck sonhou com a conquista de medalha olímpica e esteve perto de alcançá-las. A primeira ocasião foi menor em 1984, nos Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá. O time brasileiro, comandado por Jair Picerni, perdeu na final os a 0 para. A base da equipe era representada pelo internacional de Porto Alegre.

Quatro anos depois, em Seul, na Coréia do sul, novamente um vice-campeonato. Ao longo da carreira de atleta, Winck captou as principais virtudes de seu comandante como liderança, psicologia, avaliação periódica de controle do fisco no grupo, treinamento técnico de aprimoramento, e principalmente no aspecto tático.

Nesse quesito, faz questão de citar que o falecido Ênio Andrade foi imbatível. "Ele conseguir mudar a postula equipe no intervalo das partidas como ninguém.

Ariovaldo Izac
ariovaldo-izac@ig.com.br        

(Ariovaldo Izac escreve esta coluna às Segundas)   
(interinamente escrita por Elcio Paiola)   

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