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 Ariovaldo Izac
  Jornalista

Reminiscências
 

Gonçalves, dois jogos em Mundiais

Nas Eliminatórias Européia de Futebol à Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, a Noruega é um fiasco. No único grupo integrado por cinco clubes está na última colocação com dois pontos - empates com Escócia e Islândia em 0 a 0 e 2 a 2, respectivamente -, e derrota em casa, em Oslo, para a Holanda por 1 a 0. Novidade? Nenhuma. Afinal, a Noruega é uma seleção de futebol sem tradição no cenário mundial, e certamente não conseguirá uma das 13 vagas destinadas aos europeus, que se dividem em nove grupos com 53 países, e brigam por 13 vagas.

Convém lembrar que esta Noruega pregou uma grande surpresa na Seleção Brasileira na primeira fase da Copa do Mundo de 1998, ao derrotá-la por 2 a 1, gols Andre Flo e Rekdal, de pênalti, enquanto Bebeto marcou para o Brasil. Ainda bem que aquela derrota não afetou a trajetória da equipe do técnico Mário Jorge Lobo Zagallo, que chegou à final e perdeu para a França por 3 a 0. E aquele jogo contra a Noruega marcou a estréia do zagueiro Gonçalves em Mundiais. Ele entrou no lugar de Aldair, contundido, num time formado por Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Gonçalves e Roberto Carlos; César Sampaio, Dunga, Leonardo e Rivaldo; Bebeto e Ronaldo.

Ainda naquela competição, Gonçalves entrou no transcorrer da partida contra o Chile, novamente no lugar de Aldair. Na goleada por 4 a 1, dois gols foram de César Sampaio e dois de Ronaldo. O jogo marcou a despedida de Gonçalves do selecionado, após dois anos seguidos entre os relacionados. Durante o período marcou um gol.

Zagallo deixou o cargo e a nova comissão técnica optou por reestruturação gradual. Com isso, jogadores como Gonçalves, o lateral-direito Zé Carlos e volante Doriva - ambos ex-jogadores do São Paulo - e o goleiro Carlos Germano, ex-Vasco e Santos, foram relegados.

A carreira de Gonçalves teve continuidade em clubes. Ficou no Botafogo (RJ) até o final daquele ano e, na temporada seguinte, jogou no Inter (RS), onde encerrou a carreira iniciada no Flamengo em 28 de janeiro de 1987, na derrota para o Santa Cruz (PE) por 1 a 0.

Nos oito meses de Flamengo, Gonçalves mostrou que era um zagueiro seguro, pautava pela boa colocação em campo e antecipação nas jogadas. Apesar da estatura mediana - 1,78m de altura - tinha boa impulsão e não cometia erros crassos no jogo aéreo. Naquele período marcou três gols no time rubro-negro.

Esse carioca que no último dia 22 de fevereiro completou 43 anos de idade transferiu-se do Flamengo para o Santa Cruz (PE), e em 1989 foi integrado ao elenco do Botafogo (RJ). Devido à regularidade, naquele mesmo ano foi levado para defender o Universidad Guadalajara do México, onde ficou até 1995, ano em que retornou ao Botafogo.

E a volta não poderia ter sido melhor. Foi campeão brasileiro após vitória sobre o Santos por 2 a 1 no Estádio do Maracanã, e empate em 1 a 1 no Estádio do Pacaembu, num jogo em que os santistas contestaram a arbitragem de Márcio Rezende de Freitas.

Na época, o time botafoguense contava com Wagner; Wilson Goiano, Gonçalves, Gotardo e André Silva (Iranildo); Leandro, Jamir, Beto e Sérgio Manoel; Donizete (Moisés) e Túlio Maravilha. O técnico era Paulo Autuori.

Marcelo Gonçalves Costa Lopes ainda jogou no Cruzeiro, está radicado no Rio de Janeiro e atua como empresário de futebol, com livre trânsito entre os mexicanos.

Ariovaldo Izac
ariovaldo-izac@ig.com.br        

(Ariovaldo Izac escreve esta coluna às Segundas)   
(interinamente escrita por Elcio Paiola)   

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