www.peruzzo.med.br
Balaco Baco
Alto da Côrte
Fundo do Poço
Fora da Área
Vez do Torcedor
Campeonatos
Dra. Idê
Ilustre Convidado
Colunas
Dentro do Baú
Conte pra Gente
Quem Somos
Fim da Internet
 


 Ariovaldo Izac
  Jornalista

Reminiscências
 

Mauro Galvão, futebol aos quarenta anos

Mauro Galvão foi fixado como titular da quarta zaga do Internacional gaúcho em 1979, quando tinha 17 anos de idade. Nessa faixa etária é natural o molecão que joga na defesa dar chutão para o lado em que o nariz está virado a optar por saída limpa com a bola quando está “apertado”. Assim, em última análise, se exime de culpa em caso de pichotada que resulte em gol do adversário.

Como toda regra tem exceção, o portoalegrense Mauro Galvão foi uma delas. Mesmo em jogos difíceis do Campeonato Brasileiro daquela temporada a autoconfiança permitia que driblasse o atacante adversário após desarmá-lo, comportamento repreendido asperamente pelo então meio-campista Falcão, preocupado com deslize em jogada enfeitada lá atrás. “Chuta essa bola de bico, garoto”, ordenou o ídolo do Inter, na época. E Mauro Galvão, em tom de deboche, respondeu: “Mas onde é o bico”.

Mauro Galvão começou a se habituar com títulos a partir daquele ano de batismo no profissionalismo - ganhou quatro Campeonato Brasileiro. A versatilidade para desarmar e sair com a bola limpa da defesa implicou em improvisações na lateral-esquerda, para que Pinga e Aloísio formassem a dupla de zaga, e como volante. Posteriormente, os técnicos Cláudio Duarte e Dino Sani, do time colorado, o escalaram como meia-de-armação e o rendimento foi satisfatório, embora Mauro Galvão deixasse claro a preferência pela quarta-zaga. E essa polivalência se arrastou até 1986, ano em que se transferiu para o Bangu (RJ).

A partir daí começou a sua identificação com o Rio de Janeiro, tanto que continua radicado na cidade. Tomou essa decisão desde que parou de jogar futebol em 2001, no Grêmio, constituindo-se num exemplo de longevidade no futebol, pois jogou até os 40 anos de idade.

De 1987 a 1990 foi atleta do Botafogo do Rio, e a costumeira regularidade implicou em convocação à Copa do Mundo de 90 na Itália e repetição em 1994, quando defendia o Lugano, da Suíça, país onde ficou durante seis anos.

No retorno ao Brasil, em 1996, a preferência recaiu sobre o Grêmio portoalegrense, com confissão ter sido o seu clube preferido na infância. Pra variar, manteve a sina de comemorar títulos ao atuar na vitória por 2 a 0 sobre a Portuguesa, no Estádio Olímpico, após ter ficado na reserva de Rivarola e Adílson no primeiro jogo da decisão do Campeonato Brasileiro, em São Paulo.

E quem imaginava que Mauro Galvão já estivesse no final de carreira se enganou. Na temporada seguinte se transferiu para o Vasco, onde jogou mais três anos, e bem.

No Campeonato Estadual do Rio de Janeiro de 1998 fez o gol da vitória sobre o Bangu na finalíssima, dando o título ao clube crusmaltino, e também foi campeão brasileiro na temporada. E como encerrar a carreira se ainda estava bem e o Vasco teria uma Libertadores pela frente, no ano seguinte? Aí, conquistou o título que faltava na carreira e, motivado, ainda ficou em São Januário até 2001, transferindo-se, posteriormente, ao Grêmio.

A liderança nata, equilíbrio e inteligência - juntado ao histórico de jogador com 26 partidas na Seleção Brasileira - o credenciaram a assumir a função de treinador e teve chances no Vasco, Botafogo e Náutico, sem que se deslanchasse.

Apesar disso não desiste. Aguarda nova chance para colocar em prática aquilo que armazenou sobre futebol.

Ariovaldo Izac
ariovaldo-izac@ig.com.br               

(Ariovaldo Izac escreve esta coluna às Segundas)   

Envie pra um amigo...

Leia mais...

Índice

Próximo Artigo:  28/07/08 - Djalminha, 'tapas' na bola
Este Artigo:  21/07/08 - Mauro Galvão, futebol aos quarenta anos
Artigo Anterior:  14/07/08 - Grapete e Kafunga, histórias

 
 
Copyright © 2001-2011 Camisa 12 - Todos os direitos reservados