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 Ariovaldo Izac
  Jornalista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reminiscências
 

Histórias & histórias em 2003

No crepúsculo de 2003, que tal rever assuntos abordados ao longo das semanas? Daquela Seleção Brasileira do tri foi contado um pouco da rica
história do médico Eduardo Gonçalves de Andrade, o mineiro Tostão, simplesmente o maior artilheiro de todos os tempos do Cruzeiro, com 224 gols.

Recordamos o histórico gesto do capitão Carlos Alberto Torres erguendo o caneco do tri. E a conquista não poderia ter sido melhor para esse lateral-direito, seguramente um dos melhores de todos os tempos: fechou a goleada por 4 a 1 sobre a Itália, na finalíssima, ao marcar o quarto gol.

Lembramos de ídolos que partiram tão precocemente ao além. Dener, que morreu tragicamente em 1994, foi um dos exemplos. O meia, revelado pela Portuguesa, estava emprestado ao Vasco quando foi vítima de um acidente de automóvel. O zagueiro Wagner Bacharel - que se destacou no Palmeiras - e o lateral-esquerdo Valtencir, transferido do Botafogo-RJ para o Colorado, tiveram mortes provocadas por choques em gramados há alguns anos.

O "canhão" do ponteiro-esquerdo Éder, titular da Seleção Brasileira em 82, foi detalhado. A rigor, daquele time brasileiro surpreendido pela esperteza do italiano Paolo Rossi, na Copa da Espanha, foram destacadas as defesas do goleiro Waldir Peres, a polivalência do lateral-esquerdo Júnior, o pulmão de aço do meiocampista Paulo Isidoro e a elegância de Falcão, batizado de "rei de Roma" quando jogou na capital italiana.

A coluna viajou para a década de 50 e contou histórias do são-paulino goleador e briguento Gino Orlando, já falecido, como também homenageou o técnico recordista de títulos, caso de Luís Alonso Peres, o Lula, comandante do grande Santos nos anos 50/60.

O estilo marcante do uruguaio Pedro Virgilio Rocha também ganhou espaço, principalmente nos primeiros meses de São Paulo, na década de 70, quando demorou para se adaptar ao futebol brasileiro.

Foi o tempo, igualmente, que o Palmeiras tinha o privilégio de contar com o zagueiro-atacante Luís Pereira. Luisão ou Chevrolet - como era conhecido - tomava a bola do adversário e arrancava ao ataque para delírio dos palmeirenses.

Neste espaço semanal foi recontada a polêmica história do ingrato Fio Maravilha, então jogador do Flamengo. Para quem não sabe, Fio foi homenageado pelo cantor Jorge Ben Jor como tema de música, mas, mal orientado, processou o artista e teve sentença desfavorável.

Como a coluna diversifica personagens e fatos históricos, foi mostrado a perda de espaço do goleiro baixo, como Valdir Joaquim de Moraes, de 1,68m de altura, intocável na meta do Palmeiras nos anos 50/60.

Evidente que, a exemplo de anos anteriores, perto do dia 31 de maio a coluna bombardeou os fumantes, numa prova de engajamento a campanha internacional de combate ao fumo.

Bola e cigarro são incompatíveis e exemplos de fumantes inveterados como o meia Gérson - que tragava até em intervalos de jogos - estão fora do contexto.

Muito mais foi dito ao longo do ano. Logo, se você não pôde acompanhar alguns destes temas, prazerosamente poderemos enviá-los.

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Ariovaldo Izac
aizac@camisa12.com.br

(Ariovaldo Izac escreve esta coluna às Segundas)   

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