| As
aparências enganam
Dra. Idê entrou no hospital disposta a dar
alta aquele Cartolão internado bem há uns 10 meses
atrás.
A ficha agora dizia que o comportamento dele tendia para
o normal, bem diferente daquela época da internação.
A mania de perseguição tinha sumido e nem pretendia
mais escalar Sadam Hussein ou algum outro terrorista na próxima
Copa do Mundo.
Não andava mais nú pelos corredores do hospital e
nem fazia xixi nos criado-mudos.
Fazia as 3 refeições normalmente e tomava os
remédios sem reclamar.
Educado, prestativo e simpático.
Curado, todos diziam.
Merecedor de alta, muitos exclamavam.
Sarado e pronto pra reassumir o seu glorioso time, mantido
em segredo, porque certas coisas são segredos de estado.
Alta, vinda em boa hora, porque os Cartolas que lá estavam, conseguiam
ser pior do que ele.
Dra Idê já na sua sala com o Cartolão sentado na sua
frente e notando realmente melhoras, não via porquê não
liberar o dito cujo.
Como a porta estava aberta, uma faxineira muito amiga da doutora passando por
lá e a vendo correu na cozinha perto dali e trouxe um fumegante cafezinho
pra amiga.
O Cartolão vendo a funcionária da limpeza sapecou:
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