| De
primeira
Primeira consulta do ano e já a primeira cliente despeja
uma enxurrada de reclamações nos ouvidos de
Dra Idê, já cheíssimos,
não de coisas amargas, mas de coisas doces de uma passagem
do ano não menos adocicada.
Num segundo Dra. Idê percebeu que
a conversa que estava em curso não era o lero-lero
adocicado daquele fã esportista conhecido na praia.
Pena!
A realidade não é doce. Também, só
coisas deliciosas enjoa.
Dra. Idê firmou o pensamento e continuou
a ouvir a arenga.
Felizmente nada de muito grave. Só uma dedicada mãe
nervosa
com um filho rebelde nos estudos e alegre nas peladas.
Entenda-se por pelada, joguinho de futebol praticado por moleques
que trocam tudo por este lazer.
E aí é que entra a nossa paciente. O filho dela
nem quer ouvir falar de estudo e só quer saber de escutar
que um dia será um novo fenômeno no futebol.
- Mas, o pai quer que ele seja doutor.
- O que falo, o que digo pra esse homem, doutora?
Ah... a paciente não podia ter jogado essa bola na
área de Dra. Idê. Mas a bola
estava ali, quicando e de primeira
Dra Idê arrematou com classe:
- Olha, diga pro seu marido que é...
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