| Lembranças
do futebol
De certo você ouviu falar
em Tostão, Clodoaldo, Gérson, Garrincha e ainda
ouve falar em Casagrande, Sócrates, Zico, Toninho Cerezo
e outros ídolos do passado. Ouve falar vagamente, mas
desconhece quem são eles por inteiro. Muitas lembranças,
reminiscências do esporte...
Para mostrar aos jovens fatos às vezes impressionantes,
outras vezes muito engraçados ou mesmo matar a saudade
dos que não são mais tão jovens é
que vou começar a apresentar aqui no Camisa12 a coluna
Reminiscência.
Quem teve o prazer de vivenciar aqueles doces momentos, de
certo vai recordar que os toques de calcanhar do doutor Sócrates
eram um colírio. Observarão como Casagrande
foi um centroavante "encardido". Concordarão
com a desproporção cometida por precipitados
cronistas esportivos quando compararam Toninho Cerezo a um
"peladeiro".
De certo você ficará perplexo com histórias
de beijos entre homens, na boca até. Saberá
um pouco de jogadores de óculos, aqueles que ocultavam
deficiências visuais.
Na coluna Reminiscência não escapará nada.
Deliciosas histórias de trocadilhos propositais do
imortal Vicente Matheus - presidente do Corinthians - serão
vividas. Saiba que não foi por acaso que Matheus chamava
o volante Biro-Biro de Lero-Lero. Matheus foi capaz de projetar
a junção das cervejarias Antarctica com Brahma
- a Ambev -, quando sugeriu que trouxessem umas "braminhas
da Antarctica" para o seu "Curíntia"
comemorar uma festa.
Histórias de zagueiros fantásticos no futebol
portoalegrense serão igualmente recontadas. O Inter
(RS) foi "abençoado" na década de
70, com o futebol do chileno Elias Figueiroa. E o Grêmio,
para não ficar atrás, foi sortudo ao buscar
no Uruguai o zagueiro-cantor Anchieta.
O catarinense de Tubarão, Zenon de Sousas Farias, que
certa ocasião foi buscar petrodólares na Arábia
Saudita, queimou muita lenha no Guarani, Corinthians e Atlético
Mineiro. Hoje o "Zé", como é identificado,
fala de futebol no Rádio CBN-Campinas (SP).
Serão citados técnicos renomados ou não
dando péssimo exemplo com baforadas de cigarros em
banco de reservas. Você vai saber de histórias
dos tempos em que as traves tinham barras de madeiras quadradas,
dos tempos em que juízes usavam farda prata, e por
aí vai.
Como soa com certa arrogância a conjugação
do verbo na primeira pessoa do singular, procuro evitá-lo.
Permita-me, agora, nesta apresentação, contrariar
a regra e convidá-lo ao amigável passeio semanal
sobre biografia, contos insólitos e hilariantes de
boleiros do passado.
Como monólogo é algo chato e ultrapassado, também
o convido a interagir com Reminiscência, sugerindo,
criticando e sobretudo apontando eventuais erros.
Quem viaja no tempo junta peças de quebra-cabeça
e às vezes não consegue monta-lo adequadamente.
Se Jesus Cristo disse à Madalena, transcrito na Bíblia,
"atire a primeira pedra àquele que nunca pecou",
não seremos nós, no salário do pecado,
que vamos atirar a tal pedra. A rigor, muita vezes travam
os miolos e a gente sequer lembra no jantar o "zoião"
digerido no almoço.
Já que o canal de comunicação está
aberto, no aari@ubbi.com.br, use e abuse caro jovem ou meu
considerado parceiro de terceiro idade.
Estamos pra valer na seção Colunas. Combinado?
Ariovaldo Izac
Jornalista
01/08/03
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